Leia entrevista com o diretor executivo do FGCoop, Lúcio César de Faria

O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) é o grande destaque da semana do Sistema Financeiro Nacional. A partir de agora, todos os associados de instituições financeiras cooperativas estão garantidos por um fundo único de proteção de créditos contra as instituições associadas nas situações de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial.

O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, de direito privado, de abrangência nacional, tendo como associadas todas as cooperativas singulares de crédito e os dois bancos cooperativos a saber: Bancoob e Bansicredi. Além disso, também constituem o FGCoop, as instituições que compõem o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.

Confira abaixo a entrevista que o diretor executivo do FGCoop, Lúcio César de Faria, concedeu ao Informativo do Sistema OCB, onde destacou que um dos grandes ganhos do Fundo é a visibilidade que as cooperativas terão.

O FGCoop já está funcionando. O que o cooperativismo de crédito pode esperar da nova ferramenta?

Lúcio Faria – O fundo garantidor é um dos instrumentos da rede de proteção do sistema financeiro e o FGCoop, como fundo nacional, abrangendo todas as cooperativas de crédito, reforçará a confiabilidade na solidez do segmento cooperativista. Alia-se a isso o movimento em curso no sistema de referenciar as cooperativas de crédito como cooperativas financeiras, refletindo a completude de seus produtos e serviços.

Em termos de ganho de imagem, o que representa o FGCoop?

LF – Igualado à condição de competitividade com os bancos na garantia de depósitos, até R$ 250 mil por associado/cliente, o cooperativismo financeiro poderá ampliar ainda mais o número de cooperados e o volume de depósitos e aplicações, com mais recursos para direcionar a operações de crédito.

Como se deram as tratativas e como foi a construção do FGCoop no segmento cooperativo de crédito?

LF – A Lei Complementar nº 130/2009, primeira lei após a Constituição de 1988 a regular o sistema financeiro, especificamente para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, abriu caminho para o fundo garantidor do segmento, ao estabelecer que o Conselho Monetário Nacional (CMN) pode dispor sobre fundos garantidores e a vinculação das cooperativas a esses fundos.

Com isso, o CMN estabeleceu as premissas para o fundo, cujo estatuto e regulamento foram amplamente discutidos entre representantes do Banco Central e do segmento, por meio do Conselho Consultivo de Crédito (Ceco) do Sistema OCB e em eventos e videoconferências dirigidas a todo o sistema cooperativista.

Assim nasceu o FGCoop, associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado de abrangência nacional, tendo como associados todas as cooperativas singulares de crédito e os bancos cooperativos.

Pode-se dizer que o FGCoop será um indutor para a verticalização das cooperativas?

LF – Diretamente e de imediato, não. Porém, ao atrair novos associados pela igualdade de competitividade com os bancos comerciais, as cooperativas poderão tender à ampliação de atuação, como a abertura para livre admissão, que exige a filiação a central, além do cumprimento de requisitos prudenciais, previstos na regulamentação.

A criação de um Fundo Único significa que o segmento vive um novo momento dentro do Sistema Financeiro Nacional?

LF – Sem dúvidas. O cooperativismo, que vem se igualando ao sistema bancário tradicional na oferta de produtos e serviços, ganha mais força em busca do aumento de sua participação em volume de depósitos e operações de crédito do SFN.

 

MAIS INFORMAÇÕES

OBJETIVOS – O FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos contra as instituições associadas nas situações de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial e também, no futuro, poderá contratar operações de assistência e de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de central ou confederação.

CONTRIBUIÇÃO – A contribuição mensal ordinária das instituições associadas está prevista pela Circular nº 3.700, de 6 de março deste ano, do Banco Central do Brasil. Ela prevê que o percentual de repasse é de 0,0125%, até o dia 25 de cada mês, sobre os saldos das contas objeto de garantia (basicamente depósitos a vista e a prazo e depósitos de poupança, no caso dos bancos cooperativos). O recolhimento mínimo mensal não deverá ser inferior a R$ 100,00.

FUNCIONAMENTO – O FGCoop terá contas no Bancoob e Bansicredi, que receberão as contribuições. As centrais ou confederações deverão fazer o recolhimento em nome de suas filiadas. Já as cooperativas independentes farão o recolhimento em uma das duas contas, que serão informadas pelo FGCoop. Vale ressaltar que as cooperativas que não captam depósitos, as chamadas “capital-empréstimo”, contribuirão com o valor mínimo.

LOCALIZAÇÃO – A estrutura funcional e administrativa do FGCoop está localizada na Quadra 6, do Setor de Autarquias Sul, em Brasília. Para o esclarecimento de dúvidas ou prestação de informações complementares, o interessado pode enviar email para This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou ligar para o número (61) 2196-2819.

 

Fonte: Com informações OCB.

Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito entra em operação

O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) começou a sua operacionalização como agente de proteção às operações realizadas junto aos sistemas financeiros cooperativos.

A partir de agora, todos os associados de instituições financeiras cooperativas estão garantidos por um Fundo único de proteção de créditos contra as instituições associadas nas situações de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial.

No futuro, o Fundo poderá também, contratar operações de assistência e de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de central ou confederação.

Todas as instituições associadas ao FGCoop contribuirão com um percentual de repasse de 0,0125%, até o dia 25 de cada mês, sobre os saldos das contas objeto de garantia (basicamente depósitos à vista e a prazo e depósitos de poupança, no caso dos bancos cooperativos). O recolhimento mínimo mensal não poderá ser inferior a R$ 100,00, como prevê a Circular nº 3.700, de 6 de março deste ano, do Banco Central do Brasil.

As contribuições poderão ser depositadas no Bancoob e Banco Sicredi, bancos cooperativos onde o FGCoop terá contas. As centrais ou confederações deverão fazer o recolhimento em nome de suas filiadas. As cooperativas independentes farão o recolhimento em uma das duas contas, conforme orientação do FGCoop. As cooperativas que não captam depósitos, as chamadas “capital-empréstimo”, contribuirão com o valor mínimo.

Criado por meio da Resolução nº 4.284/13 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) o FGCoop garantirá mais proteção aos depósitos dos cooperados, até R$ 250 mil, se igualando ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do setor bancário, contribuindo para o fortalecimento da imagem do cooperativismo financeiro brasileiro.

O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, de direito privado, de abrangência nacional, tendo como associadas todas as cooperativas singulares de crédito e os dois bancos cooperativos: Bancoob e Banco Sicredi.

A estrutura funcional e administrativa do FGCoop está localizada na Quadra 6, do Setor de Autarquias Sul, em Brasília (DF). Para o esclarecimento de dúvidas ou prestação de informações complementares, o interessado pode enviar email para This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou ligar para o número (61) 2196-2819.

Entenda como funcionará o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito

Com a Resolução nº 4.150, de 30 de outubro de 2012, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu os requisitos e as características mínimas do fundo garantidor do cooperativismo de crédito. O documento norteou a elaboração, pelo sistema cooperativista de crédito, do estatuto e do regulamento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) – ambos aprovados pela assembleia geral de constituição, realizada em 27 de setembro de 2013, e, em seguida, pelo CMN, por meio da Resolução nº 4.284, de 5 de novembro de 2013.

Os atos constitutivos do FGCoop foram arquivados no cartório de registro de títulos e documentos de Brasília, em 12 de fevereiro de 2014.

A assembleia de 27 de setembro de 2013 também elegeu os conselhos de Administração e Fiscal do Fundo, cujos nomes foram submetidos, na forma do regulamento, ao Banco Central do Brasil e aprovados pela Diretoria Colegiada em 12 de fevereiro de 2014.

O FGCoop aguarda agora a obtenção do CNPJ, já requerido à Receita Federal, para a adoção das providências necessárias ao seu início de atividades.

CONTRIBUIÇÃO - A contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao FGCoop é de 0,0125% sobre os saldos das contas objeto de garantia (basicamente depósitos a vista e a prazo e depósitos de poupança, no caso dos bancos cooperativos). O recolhimento mínimo mensal não deverá ser inferior a R$ 100,00.

COMO VAI FUNCIONAR - O FGCoop terá contas no Bancoob e Banco Sicredi, que receberão as contribuições. Os bancos cooperativos, as confederações ou centrais deverão fazer o recolhimento em nome de suas filiadas. Já as cooperativas não filiadas a centrais farão o recolhimento em uma das duas contas.

O FGCoop emitirá comunicado oficial sobre o início de funcionamento e os números das contas no Bancoob e Banco Sicredi para recolhimento das contribuições ordinárias.

OBJETIVO PRINCIPAL - O FGCoop foi criado para igualar as condições de competitividade das cooperativas de crédito com os bancos comerciais, com a finalidade de proteger depositantes e investidores. A garantia de depósitos ficou estabelecida em até R$ 250 mil. Desta forma, contribuirá com a manutenção da estabilidade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), ampliando a credibilidade do sistema.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

A fim de subsidiar os analistas e técnicos do setor cooperativista de crédito brasileiro e informar a população em geral, reunimos, abaixo, algumas perguntas e respostas sobre os principais tópicos e assuntos em relação ao FGCoop. As questões abordam desde assuntos básicos até conceitos práticos que favoreçam o atendimento eficaz ao cooperado.

O que é um Fundo Garantidor?

Conceitualmente, um fundo garantidor é parte de uma ampla rede de proteção aos sistemas financeiros. Essa rede envolve, também, regulação prudencial, supervisão eficiente, legislação, práticas adequadas de gestão e metodologias adequadas de contabilidade e de transparência na divulgação de informações à população.

A experiência internacional mostra que os fundos garantidores em vários países, no passado, assumiram a função de garantidor de depósitos (paybox), na eventualidade da liquidação de instituições (a chamada atuação ex-post). Mais recentemente, agregaram ao seu escopo de atuação outras funções, como prover assistência financeira às entidades associadas e o suporte nas

chamadas soluções de mercado (a chamada atuação ex-ante). Em alguns países, recentemente, foram criados os “fundos de estabilização” com esse mesmo propósito.

No Brasil, alinhado a essas melhores práticas internacionais, o FGC (dos bancos comerciais) vem desempenhando papel relevante no sentido de contribuir com a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, garantindo depósitos e viabilizando a assistência financeira a instituições com eventuais dificuldades de liquidez e ainda viabilizando soluções de mercado. Com esses

mesmos objetivos, foi criado o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

O que é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop)?

O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, de direito privado, de abrangência nacional, tendo como associadas todas as cooperativas singulares de crédito e os dois bancos cooperativos: Bancoob e Banco Sicredi.

Em que regulamentação ampara-se o FGCoop?

Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de 2009 (art. 12, inciso IV): prevê que o Conselho Monetário Nacional (CMN) pode dispor sobre fundos garantidores e a vinculação de cooperativas de crédito a tais fundos.

Resolução CMN nº 4.150, de 30 de outubro de 2012: estabelecimento, pelo CMN, dos requisitos e as características mínimas do fundo garantidor do cooperativismo de crédito.

Resolução CMN nº 4.284, de 5 de novembro de 2013, com as alterações dadas pela Resolução CMN nº 4.312, de 20 de fevereiro de 2014: aprovação, pelo CMN, do estatuto e do regulamento do Fundo Circular nº 3.700, de 6 de março de 2014: dispõe sobre a apuração e o recolhimento das contribuições das instituições associadas ao FGCoop.

Carta Circular nº 3.636, de 6 de março de 2014: divulga os títulos e subtítulos do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (Cosif), utilizados como base de cálculo das contribuições ordinárias das instituições associadas ao FGCoop.

Por que foi criado o FGCoop?

O FGCoop foi criado para igualar as condições de competitividade com os bancos comerciais, protegendo depositantes e investidores das instituições associadas, com a garantia de depósitos até R$ 250.000,00 e para contribuir com a manutenção da estabilidade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), ampliando a credibilidade do sistema.

Quais os objetivos do FGCoop?

O FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos contra as instituições associadas nas situações de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial e também, no futuro, poderá contratar operações de assistência e de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de central ou confederação.

A partir de quando se inicia a garantia de crédito e as demais operações?

A garantia de créditos iniciou-se a partir do registro dos atos constitutivos do FGCoop no cartório de registro de títulos e documentos, em 12 de fevereiro de 2014. As operações de assistência e de suporte financeiro, de acordo com o estatuto do FGCoop, somente serão realizadas quando o patrimônio do Fundo for suficiente para garantir, no mínimo, 1,5% dos depósitos das instituições associadas.

Todas as cooperativas de crédito serão filiadas ao FGCoop?

Segundo a Resolução CMN nº 4.150, de 30 de outubro de 2012, todas as cooperativas de crédito e os bancos cooperativas devem associar-se ao FGCoop.

Como serão as contribuições para o FGCoop?

Segundo a Resolução CMN nº 4.284, a contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao FGCoop é de 0,0125% sobre os saldos das contas constituintes do objeto de garantia (basicamente depósitos a vista e a prazo e depósitos de poupança, no caso dos bancos cooperativos). O recolhimento mínimo mensal não deverá ser inferior a R$ 100,00.

Somente contribuirão para o FGCoop as cooperativas que captam depósitos a vista? Ou também às que realizam operações a prazo? E as não captadoras de depósitos?

Todas as cooperativas contribuirão mensalmente para o FGCoop. As cooperativas que não captam depósitos (as chamadas “capital-empréstimo”) contribuirão mensalmente com R$ 100,00.

Como será efetuado o recolhimento das contribuições pelas cooperativas ao FGCoop?

O FGCoop terá contas no Bancoob e Banco Sicredi para receber as contribuições. Os bancos cooperativos, as confederações ou as centrais farão o recolhimento em nome de suas filiadas, As cooperativas não filiadas a centrais farão o recolhimento em uma das duas contas, que serão informadas pelo FGCoop assim que abertas, após a obtenção do CNPJ.

O FGCoop já está em funcionamento?

Em Assembleia de Constituição de 27 de setembro de 2013 foram aprovados o estatuto e o regulamento do FGCoop e eleitos os membros dos conselhos de Administração e Fiscal, cujos nomes foram aprovados pelo Banco Central do Brasil em 12 de fevereiro de 2014. Os atos constitutivos já foram arquivados em cartório e agora a fase é de obtenção do CNPJ. A seguir, serão abertas as contas do FGCoop no Bancoob e Banco Sicredi e, então, iniciado o funcionamento do fundo.

Quando deve ser feito o recolhimento das primeiras contribuições?

As primeiras contribuições serão recolhidas até 25 de abril de 2014, com base nos saldos de 31 de março de 2014 das contas objeto de garantia.

Como as cooperativas saberão quando e como efetuar o primeiro recolhimento de contribuições?

A Circular nº 3,700, de 6 de março de 2014, dispõe sobre a apuração e o recolhimento das contribuições das instituições associadas ao FGCoop e a Carta Circular nº 3.636, de 6 de março de 2014, divulga os títulos e subtítulos do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (Cosif), utilizados como base de cálculo das contribuições ordinárias das instituições associadas ao FGCoop.

As contribuições ao FGCoop pelas instituições a ele associadas serão devidas a partir do mês de março de 2014 e recolhidas até 25 de abril de 2014.

O FGCoop enviará comunicado a todas as cooperativas informando o início de funcionamento e os números das contas no Bancoob e no Banco Sicredi que receberão as contribuições.

Segundo a Circular nº 3.700, de 6 de março de 2014, a apuração e o recolhimento das contribuições ao FGCoop se dará da seguinte forma:

  • as instituições associadas ao FGCoop devem efetuar a apuração do valor da contribuição mensal ordinária a ser recolhida, com base no valor correspondente ao somatório dos saldos do último dia de cada mês das contas objeto de garantia por parte do Fundo;
  • as cooperativas não filiadas a centrais, os bancos cooperativos e as confederações ou centrais de cooperativas, em relação às suas filiadas, devem encaminhar ao FGCoop, até o dia 20 do mês seguinte, na forma por ele estabelecida, demonstrativo mensal dos saldos dos títulos e subtítulos contábeis do Cosif que correspondem às obrigações objeto de garantia;
  • esse demonstrativo deve conter também informação sobre as instituições associadas que não apresentarem saldo nos títulos e subtítulos contábeis do Cosif que correspondem às obrigações objeto de garantia;
  • o recolhimento das contribuições mensais ordinárias e do acréscimo, se for o caso, devem ser efetuados junto às instituições financeiras credenciadas pelo FGCoop para receber tais valores, que são o Bancoob e o Banco Sicredi;
  • as cooperativas centrais devem efetuar o recolhimento em relação aos valores devidos por suas cooperativas filiadas, ficando facultado o recolhimento pelo banco cooperativo ou pela confederação de cooperativas em relação aos valores devidos por cooperativas singulares filiadas;
  • as cooperativas singulares não filiadas a centrais e os bancos cooperativos devem efetuar os recolhimentos de suas próprias contribuições;
  • o recolhimento das contribuições mensais ordinárias deve ser efetuado até o dia 25 de cada mês, relativamente ao mês imediatamente anterior;
  • o recolhimento da contribuição mensal ordinária por valor inferior àquele efetivamente devido deve ser objeto de recolhimento complementar;
  • as instituições associadas que não apresentarem saldo nos títulos e subtítulos contábeis do Cosif que correspondem às obrigações objeto de garantia devem efetuar o recolhimento do valor mínimo de R$ 100,00.

O FGCoop terá outros recursos além das contribuições ordinárias das cooperativas de crédito e bancos cooperativos?

Também constituem receita do FGCoop as taxas de serviços decorrentes da emissão de cheques sem fundos, recolhidas direta ou indiretamente pelas instituições associadas. Essas taxas relativas às cooperativas de crédito e aos bancos cooperativos, que vinham sendo repassadas ao FGC, serão repassadas por aquele fundo ao FGCoop, em montante estimado, com correção, em R$ 120 milhões.

Quais créditos são garantidos pelo FGC?

São garantidos:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • depósitos de poupança;
  • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
  • depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos
  • referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • letras de câmbio;
  • letras imobiliárias;
  • letras hipotecárias;
  • letras de crédito imobiliário;
  • letras de crédito do agronegócio;
  • operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 08.03.2012 por empresa ligada.

Como será a garantia de créditos, por associado, em caso de intervenção ou liquidação?

O total de créditos de cada pessoa contra a mesma cooperativa será garantido até o valor de R$ 250.000,00. Devem ser somados todos os créditos de cada credor identificado pelo CPF ou CNPJ na mesma instituição. Os cônjuges são considerados pessoas distintas, seja qual for o regime de casamento. Os créditos de dependentes são computados separadamente. Nas contas conjuntas, o valor de garantia é limitado a R$ 250.000,00 ou ao saldo da conta, quando inferior a esse limite, dividido pelo número de titulares, sendo o crédito do valor garantido feito de forma individual.

Qual o prazo para pagamento dos créditos em caso de intervenção ou liquidação?

O pagamento dos créditos garantidos será iniciado em até 60 (sessenta) dias após a intervenção ou liquidação.

Como é composta a estrutura de governança do FGCoop?

São órgãos do FGCoop: a Assembleia Geral, o Conselho de Administração, a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal.

Como será a representação nas assembleias gerais?

Nas assembleias gerais, as associadas serão representadas da seguinte forma:

  • as cooperativas singulares integrantes de sistemas organizados em dois ou três níveis serão representadas por sua central ou confederação;
  • os bancos cooperativos serão representados pela respectiva confederação;
  • as cooperativas singulares não filiadas a centrais serão representadas pela OCB.

Cada real desembolsado na última contribuição ordinária antes da assembleia geral, desprezados os centavos, dará direito a um voto.

Qual a composição do Conselho de Administração?

O Conselho de Administração, eleito pela assembleia geral, é composto de seis membros efetivos e igual número de suplentes, sendo um presidente e um vice-presidente, indicados da seguinte forma:

  • cada sistema organizado em três níveis (Sicoob, Sicredi, Unicred e Confesol) terá um representante efetivo e um suplente;
  • o conjunto dos sistemas organizados em dois níveis terá um representante efetivo e um suplente;
  • a OCB terá um representante efetivo e um suplente como representantes das associadas não filiadas a centrais.

O mandato do Conselho de Administração é de três anos, permitida a reeleição por um mandato.

Qual a composição da Diretoria Executiva?

A Diretoria Executiva, eleita pelo Conselho de Administração, poderá ser composta por até três diretores, sendo um Executivo, com mandato de três anos. Nesse primeiro momento, o FGCoop terá apenas o Diretor Executivo, Lúcio César de Faria, eleito pelo Conselho de Administração após a posse, em 17 de fevereiro de 2014, e cujo nome foi submetido à aprovação pelo Banco Central do Brasil.

Qual a composição do Conselho Fiscal?

O Conselho Fiscal, eleito pela assembleia geral, é composto de três membros efetivos e três suplentes, com mandato de dois anos, permitida uma reeleição. A indicação dos membros do Conselho Fiscal se dará da seguinte forma, com rodízio entre os membros efetivos e suplentes:

  • cada sistema organizado em três níveis indicará um representante;
  • o conjunto dos sistemas organizados em dois níveis indicará um representante;
  • a OCB indicará um representante.

Quem são as pessoas que compõem os Conselhos de Administração e Fiscal do FGCoop?

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Manfred Alfonso Dasenbrock - Presidente (Sicredi)

Bento Venturim - Vice-Presidente (Sicoob)

Márcio Lopes de Freitas - Conselheiro Efetivo (OCB)

Euclides Reis Quaresma - Conselheiro Efetivo (Unicred)

Moacir Krambeck - Conselheiro Efetivo (Cecred)

Orlando Borges Müller - Conselheiro Suplente (Sicredi)

Alberto Ferreira - Conselheiro Suplente (Sicoob)

Celso Ramos Régis - Conselheiro Suplente (OCB)

José Luis Barreto Alves - Conselheiro Suplente (Unicred)

José Paulo Crisóstomo Ferreira - Conselheiro Suplente (Confesol)

Alex Robert Spengler - Conselheiro Suplente (Uniprime)

CONSELHO FISCAL

José Alves de Sena - Conselheiro Efetivo (Sicoob)

Egídio Morsch - Conselheiro Efetivo (Sicredi)

José Maria de Azevedo - Conselheiro Efetivo (Unicred)

Jonas Alberto Klein - Conselheiro Suplente (Confesol)

Ricardo Accioly Calderari - Conselheiro Suplente (OCB)

Noaman Raimundo Alencar - Conselheiro Suplente (Federalcred)

Onde será a sede do FGCoop?

O FGCoop terá sede em Brasília/DF, em dependências cedidas pela OCB

Onde será a sede do FGCoop?

O FGCoop terá sede em Brasília/DF, em dependências cedidas pela OCB, no Edifício Belvedere, localizado no Setor de Autarquias Sul – SAUS - Qd. 06, Bloco K, 12º andar, sala nº 1202.

Como manter contato com o FGCoop?

Estão sendo providenciadas as instalações do FGCoop e site para divulgação e recebimento de informações. Quando iniciadas suas atividades, previstas para 1 de abril de 2014, o Fundo divulgará as informações para contato.

Fonte: OCB

Cooperativas passam a recolher contribuições ao FGCoop

As cooperativas farão a primeira contribuição ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, no dia 25 de abril

O Banco Central publicou na última quinta-feira (6) as regras sobre a apuração e o recolhimento das contribuições das instituições associadas ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). O fundo é destinado às cooperativas singulares de crédito e aos bancos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.

De acordo com os normativos do BC, as cooperativas associadas ao FGCoop ficam obrigadas a apurar os valores até o dia 20 do mês seguinte e de efetuarem o recolhimento até o dia 25, também do mês subsequente. O primeiro recolhimento deverá ser efetuado em abril de 2014, com base no saldo apurado em 31 de março.

O objetivo do FGCoop é prestar garantia de crédito nos casos de intervenção ou liquidação extrajudicial de instituição associada até R$ 250 mil por associado (pessoa física e jurídica) - igual ao valor de proteção oferecido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos bancos.

A contribuição mensal ordinária das instituições associadas ao FGCoop será equivalente a 0,0125% dos saldos das obrigações garantidas, que abrangem as mesmas modalidades protegidas pelo FGC dos bancos, tais como depósitos à vista e a prazo, letras imobiliárias e outros. O FGCoop foi regulamentado em novembro do ano passado por meio da Resolução 4.284, do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Cooperativas buscam manter clientes com novos serviços

O sistema de cooperativas de crédito no Brasil está buscando ampliar o número de serviços oferecidos para tirar seus associados dos grandes bancos. A avaliação dos representantes do setor é que grande parte dos cooperados quer ter produtos como seguros e cartões em suas cooperativas, mas buscam os bancos comerciais por falta de oferta. 

"Os bancos comerciais oferecem todos os tipos de produtos, o sistema de cooperativa está correndo atrás desse movimento. Com isso aumentamos a fidelidade do cooperado e evitamos que ele procure tanto os bancos comerciais", afirmou o diretor de tecnologia da informação do Sistema Cooperativo de Crédito do Brasil (Sicoob), Ricardo Antônio. 

A mais recente iniciativa nesse sentido foi anunciada na última terça-feira quando o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) oficializou a entrada no mercado de aquirência em parceria com a First Data. A operação será iniciada com a aceitação de cartões das principais bandeiras do mercado, como MasterCard e Visa, além das próprias do setor como o Cabal. A intenção é aceitar novas bandeiras nos próximos anos. 

"A parceria vem incrementar os negócios das cooperativas, que poderão oferecer aos seus associados uma nova solução em serviços financeiros. Essa iniciativa reforça o desenvolvimento do cooperativismo financeiro no país", ressalta Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, em nota à imprensa. 

O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) também tem buscado a ampliação da oferta de produtos e serviços aos cooperados. Em nota, o diretor executivo de Produtos e Negócios do Banco Cooperativo Sicredi, Edson Nassar, afirmou que "o relacionamento é um dos nossos (do Sicredi) maiores diferenciais. Por isso, valoriza o conhecimento e proximidade para oferecer soluções que cooperam com o momento de vida de cada associado". 

O Sicredi já está presente no mercado segurador brasileiro e fechou o primeiro semestre do ano passado com um total de R$ 299,1 milhões em prêmios, o que representa uma alta de 31% frente ao mesmo período de 2012. Eles oferecem ainda cartões de crédito e débito que tiveram crescimento de 8,57% na comparação de junho de 2013 com o mesmo período de 2012, totalizando 1,9 milhão de plásticos. 

Outra área em que as cooperativas têm atuado com bastante força são as operações financeiras pela internet e por celulares com acesso à rede. O Sicoob, por exemplo, já oferece um serviço em que cooperados podem contratar empréstimos pelo internet banking sem a necessidade de comparecer à agência. 

O número de contas ativas de pessoas jurídicas que usam o office banking cresceu 95,24% na comparação do primeiro trimestre de 2012 com igual período do ano passado no Sicoob. No mesmo período, o número de pessoas físicas que utilizam o mobile banking (serviço pelo celular) teve crescimento de 120,87%. 

"As pessoas estão usando cada vez mais a internet para realizar operações financeiras e por isso não podíamos ficar de fora desse mercado. Desde o começo do ano passado, por exemplo, nossos associados podem acessar a linha de antecipação de recebíveis pela internet com aprovação automática. O associado não precisa se deslocar para buscar recursos. Isso é um grande diferencial competitivo", afirmou Ricardo. 

As cooperativas têm lançado também campanhas para ampliar a base de cooperados. No Brasil, 5,8 milhões de pessoas participam do sistema, o que equivale a quase 3% da população. O índice é muito baixo na comparação a países como a França (39,1%), Estados Unidos (30,3%), Canadá (29,7%), Alemanha (23,1%) e China (16,4%). 

A expectativa das cooperativas com todas essas inciativas é aumentar o total de capital que circula pelo sistema. Assim como os bancos o setor faz parte do sistema financeiro e, portanto, está sujeito às regras estabelecidas em Basileia. Dessa forma, o total de crédito disponível que pode ser ofertado como empréstimo depende do patrimônio líquido da instituição. Com mais recursos, os volumes de empréstimos para os cooperados poderia subir evitando, assim, perder clientes para os grandes bancos. 

Fonte: Jornal DCI -  17/01/2014
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