Funcionamento do fundo garantidor das cooperativas e bancos cooperativos devem seguir requisitos do BC

O Conselho Monetário Nacional aprovou hoje (30/10) a Resolução nº 4.150 que estabelece requisitos e parâmetros mínimos para o funcionamento de um fundo garantidor para as cooperativas singulares de crédito e para os bancos cooperativos.

O fundo deverá ser constituído na forma de entidade privada sem fins lucrativos e terá como associados as cooperativas singulares de crédito que captam recursos de seus associados e os bancos cooperativos. Os bancos cooperativos serão desfiliados do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), assim que forem associados ao novo fundo.

O novo fundo tem como objetivo garantir créditos de clientes das entidades do sistema cooperativista e realizar operações de assistência e suporte financeiro com estas instituições.

Com a criação do fundo garantidor das cooperativas a rede de proteção já existente no setor se fortalecerá e intensificará o crescimento que o sistema cooperativista vem apresentando nos últimos anos no país, além de consolidar o seguimento como alternativa para os usuários de produtos e serviços financeiros, e de eficaz instrumento de inclusão financeira.

Fundo Garantidor das cooperativas de crédito é discutido durante Fórum do BC

O Fundo Garantidor nacional das cooperativas de crédito foi tema do último painel nesta manhã durante o Fórum sobre inclusão financeira do Banco Central, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O coordenador do Conselho Consultivo de Crédito da Organização das Cooperativas brasileiras (OCB/CECO) e presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes, falou sobre os aspectos importantes para a criação do fundo e os benefícios que o novo mecanismo trará para o setor cooperativista de crédito.

Para Salvino um dos pontos principais a serem discutidos é a governança do novo fundo. “Com a criação do Fundo Garantidor das cooperativas de crédito é necessário fomentar a discussão sobre regimento interno, valor mínimo de contribuição, uso de reservas dos fundos em funcionamento, entre outros pontos. O fundo garantirá um ganho de competitividade e o fortalecimento das cooperativas do país".

Salvino destacou ainda os principais objetivos da criação do Fundo entre eles, a diminuição dos custos, fortalecimento da estrutura, alinhamento com as melhores práticas internacionais, cumprimento de determinação legal, melhoria e unificação de padrões de controle e mitigação de riscos sistêmicos.

Presidente do Sicoob Confederação defende a unificação do sistema cooperativista de crédito no país

Nesta manhã, o presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes participou de painel com o tema "Ano internacional das cooperativas: perspectivas para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo" durante IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, que está sendo realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Salvino defendeu a unificação do sistema cooperativista de crédito no país e a importância da padronização para a redução dos custos. ”Vejo a reunião de líderes dos sistemas cooperativistas de crédito presentes nesta mesa como um desafio. Em um futuro não muito distante, poderemos estar juntos, mas representados por apenas um líder. A postura sistêmica por meio de diversas medidas que estão sendo instituídas, entre elas a criação do Fundo Garantidor Único do Cooperativismo de Crédito, garantem o desenvolvimento do setor e a diminuição de despesas para todos”, diz.

O presidente do Sicoob Confederação apresentou um panorama do setor cooperativista de crédito no país e destacou a importância do crescimento na participação do segmento no mercado. “Temos muitas oportunidades de crescimento dentro do sistema financeiro nacional, oferecendo produtos e serviços nas regiões onde os bancos não chegam para oferecer serviços bancários que as pessoas necessitam”, completa.

Participaram ainda do painel o presidente da Confederação Nacional das Cooperativas Centrais (Unicred do Brasil), Euclides Reis Quaresma, o presidente da Confederação Nacional das Cooperativas Centrais de Crédito Rural com Interação Solidária (Confesol), José Paulo Crisóstomo Ferreira, o presidente da Confederação do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Manfred Alfonso Dasenbrock e, como moderador, o diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Anthero de Moraes Meirelles.

Saiba como adquirir moeda comemorativa em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas.

O Banco Central lançou hoje, 29/10, no IV Fórum sobre Inclusão Financeira em Porto Alegre, moeda comemorativa em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas.

Cunhada em prata e com valor de face de R$5, a moeda traz no anverso a logomarca oficial do evento, além da legenda “Ano Internacional das Cooperativas”. No reverso, destaca-se uma ilustração do globo terrestre sustentado por três pares de mãos, em alusão ao trabalho cooperativo. O slogan oficial do evento “Cooperativas constroem um mundo melhor” e a legenda “Brasil” completam a composição.

Ao instituir o ano de 2012 como Ano Internacional das Cooperativas, a Organização das Nações Unidas visa promover o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento socioeconômico e redução da pobreza. No Brasil, existem hoje 6.586 cooperativas e aproximadamente dez milhões de cooperados, em 13 diferentes ramos de atuação. O lançamento da moeda comemorativa em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas é um reconhecimento da importância da iniciativa da ONU e também uma forma de contribuir para ampliar a visibilidade e a conscientização a respeito dos benefícios do cooperativismo.

Clique para ver imagem da moeda.

 

Características:

Valor de face: 5 reais

Material: prata 999/1000

Diâmetro: 40 mm

Peso: 28 g

Bordo:  serrilhado

Acabamento: proof

Tiragem inicial: 3,5 mil moedas

Tiragem máxima: 10 mil moedas

 
Como adquirir a moeda:

Quanto custará a moeda?
A moeda comemorativa custará R$ 180,00.

O pagamento pode ser feito com cheque ou cartão?
Não. O pagamento deverá ser em dinheiro.

Onde comprar?
A moeda poderá ser adquirida no IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira e a partir do dia 30/10 nos guichês de atendimento do departamento do Meio Circulante (veja abaixo a lista com os endereços dos prédios das regionais do BC e os horários de funcionamento).

É possível comprar a moeda comemorativa pela internet?
Sim, por meio do sítio do Banco do Brasil, no endereço http://www.bb.com.br/. Neste caso, a moeda poderá ser comprada com débito em conta (para os correntistas do BB) ou com boleto bancário. Não será aceito cartão de crédito.

Regionais do BC
Belém (PA) - Boulevard Castilhos França, 708. Telefone: (91) 3181-2099
Belo Horizonte (MG) - Av. Álvares Cabral, 1605. Telefone: (31) 3253-7054
Brasília (DF) - SBS, quadra 3, bloco B, 2.º subsolo. Telefone: (61) 3414-2254
Curitiba (PR) - Rua Cândido de Abreu, 344. Telefone: (41) 3281-3210
Fortaleza (CE) - Av. Heráclito Graça, 273. Telefone: (85) 3308-5470
Porto Alegre (RS) - Av. Alberto Bins, 348. Telefone: (51) 3215-7382
Recife (PE) - Rua da Aurora, 1259. Telefone: (81) 2125-4229
Rio de Janeiro (RJ) - Av. Rio Branco, 30. Telefone: (21) 2189-6281
Salvador (BA) - Av. da França, s/nº - anexo B do Banco do Brasil. Telefone: (71) 2109-4750
São Paulo (SP) - Av. Paulista, 1804. Telefone: (11) 3491-6557

Fonte: Assessoria de imprensa do Banco Central do Brasil.

Banco Central lança moeda em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas

O Banco Central do Brasil lançou hoje a moeda em comemoração ao Ano Internacional das cooperativas. Cunhada em prata e com valor de face de R$5, a moeda traz no anverso a logomarca oficial do evento, além da legenda "Ano Internacional das Cooperativas". No reverso, destaca-se uma ilustração do globo terrestre sustentado por três pares de mãos, em alusão ao trabalho cooperativo. O slogan oficial do evento "Cooperativas constroem um mundo melhor" e a legenda "Brasil" completam a composição.

A moeda poderá ser adquirida durante o IV Fórum e a partir do dia 30/10 nos guichês de atendimento do departamento do Meio circulante (regionais do BC em todo país) e pela internet no site do BC. A moeda custará R$ 180.

As autoridades defenderam o lançamento da moeda como uma demonstração do reconhecimento do cooperativismo para a sociedade brasileira, da importância da iniciativa da ONU e uma forma de contribuir para ampliar a visibilidade a conscientização a respeito dos benefícios do cooperativismo.

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou os avanços normativos conquistados com a parceira entre o Banco Central e as cooperativas de crédito que contribuíram para a iniciativa do lançamento da moeda. “As cooperativas ajudam mesmo a construir um mundo melhor. O ponto forte das comemorações será com certeza o lançamento dessa moeda, um marco do avanço na regulamentação das cooperativas de crédito”, diz.

BC anuncia criação de Fundo do Cooperativismo de Crédito

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta segunda-feira (29) que foi criado o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) com o objetivo de garantir os depósitos em cooperativas de crédito, além de, em um segundo momento, apoiar operações de assistência e suporte financeiro. "Esse fundo será de abrangência nacional, independente e contará com a participação de todas as cooperativas de crédito que captam depósitos, além dos bancos cooperativos", afirmou.

Tombini disse ainda que o Conselho Monetário Nacional (CMN) editou normativo determinando a remessa ao Banco Central de um demonstrativo que reflita a posição financeira global do grupo econômico de um mesmo sistema cooperativo, da mesma forma como é exigido de conglomerados financeiros.

O novo demonstrativo será chamado "Balancete Combinado do Sistema Cooperativo" e consiste na combinação de ativos, passivos, receitas e despesas das instituições integrantes de um mesmo sistema, como se em conjunto representassem uma única entidade. O presidente do BC participa da abertura do IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira, em Porto Alegre.

Segundo Tombini, o volume de operações no sistema cooperativo atingiu R$ 40 bilhões em junho de 2012, o que correspondeu a um aumento de 39% em relação a dezembro de 2010. "Em dez anos, o volume de operações de crédito atingiu crescimento de mais de 600%", disse. "Esse incremento foi possível em decorrência do crescimento no volume de captação de depósitos, que alcançou de R$ 46 bilhões em junho de 2012 - aumento da ordem de 53% ante dezembro de 2010 e de 590% nos últimos dez anos.

Fonte: Agência Estado
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