Lucro líquido das Cooperativas do Sistema registrou crescimento de 14% no período. Parte dos recursos foi repassada para cooperados

As cooperativas do Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil), maior sistema financeiro cooperativo do país, apresentaram resultado de R$ 2,3 bilhões no exercício de 2015, que equivale a um crescimento de 14%, contra R$ 2,0 bilhões contabilizados em 2014. Os ativos totais alcançaram R$ 57,1 bilhões, evolução de 18,9% em relação à igual período do ano anterior.

A carteira de crédito somou R$ 32,2 bilhões, levando em conta as provisões para crédito de liquidação duvidosa, incremento de 16,1% (+5,5% descontada a inflação) em comparação aos R$ 27,7 bilhões registrados em 2014. As carteiras de crédito consignado e rural, destaques no período, tiveram crescimento de 24% e 23%, respectivamente.

Os depósitos das cooperativas do Sistema somaram R$ 31,6 bilhões no último exercício, aumento de 21,5% em relação ao período anterior, com destaque para os depósitos a prazo e de poupança, que evoluíram 25% e 7,7%, respectivamente. Já o patrimônio líquido registrou saldo de R$ 14,1 bilhões em 2015, com avanço de 16,3%.

“No Sicoob, diferente das instituições financeiras convencionais, os resultados das cooperativas retornam para o associado”, explica o presidente do Sicoob, Henrique Castilhano Vilares. “Em dezembro de 2015, por exemplo, parte das Cooperativas do Sistema creditaram R$ 562 milhões na conta capital dos associados (R$ 61 milhões direto na conta corrente)”, destaca Vilares.

Além deste pagamento, os associados recebem anualmente a distribuição dos lucros (sobras) do exercício da cooperativa, pago após deliberação em assembleia, que será realizada em abril de 2016. “Os resultados apresentados pelas cooperativas do Sicoob são reflexo da ampliação dos esforços para atender os associados e suas comunidades, aumentando a disponibilidade de crédito, mantendo taxas e tarifas competitivas”, enfatiza Henrique.

Inadimplência

O índice de inadimplência, com atraso superior a 90 dias, apresentou aumento, passando de 1,7% em 2014, para 2,5% no ano passado, resultado consideravelmente inferior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional (SFN), com atrasos em 3,4% dos contratos em 2015, mas ainda assim relevante. Só na modalidade de capital de giro, muito utilizado por pequenas e médias empresas, o índice subiu 1,4 ponto percentual, passando para 4,1% no último exercício.

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